domingo, 16 de outubro de 2016


Memórias...de ti!

No Rossio de outros tempos
das memórias, dos momentos
que o tempo não levou!
O Poço serviu de espelho
o marco foi o "conselho"
para quem ali morou!

Caem lágrimas...de pranto!
neste lugar de encanto
do jogo da cabra-cega...
Foi jardim de tanta flor
regadas com muito amor
que um coração carrega.

Há flores em cada canto
cobertas por lindo manto
ali mora a saudade!
São farrapos de memória
que ficam na nossa história
jardins de enorme bondade!

Oh lugar de brincadeiras
onde se aprendiam maneiras
numa sociedade pura e sã!
Vigora o sol no amanhecer
neste nu acontecer
e volta "sempre" de manhã.

Vou ao terreiro num salto
o sonho ficou mais alto
quando olhei as capelinhas...
De olhos postos nos céus
quis agradecer a Deus
e tive saudades minhas!

Fernando Silva 








terça-feira, 4 de outubro de 2016



Porquê?
Perguntas de tal momento,
nesse enorme sofrimento…
Que ninguém vê o que sentes!

Diz agora…
Com quem partilhas a dor?
A vida seria melhor
Sem momentos deprimentes!

Sem saber!
O que pode acontecer?
Ninguém merece sofrer
Neste mundo o que nos espera?

Sei bem…
Que tudo fica mais além
Tu partilhas com quem?
Quem sofre desespera…

Diz,
De tua súplica repousante
A claridade é bastante
Segue teus passos, teus trilhos

Ora…
Porque a fé não vai embora
E a dor que em ti mora
É sentida por teus filhos…

Fernando Silva



quinta-feira, 29 de setembro de 2016



Musa…

Eu canto à moura encantada
Vivia na minha rua
E o tempo não levou
Era uma lenda falada
Com tanto amor e ternura
E no meu peito ficou

Um dia fui dar com ela
Debruçada na janela
Tinha os cabelos ao vento
Esperava por um beijo
Sofria desse desejo
Para acabar seu lamento

Ela caiu nos meus braços
Meu coração em pedaços
Abriu-se e ela entrou
Agora a moura encantada
Vive de porta fechada
Num lugar que sempre amou

Acabou-se o condão
Ficou em meu coração
A musa dos meus encantos
Quem me dera que voltasse
E junto de mim ficasse
Para terminar os meus prantos…

Fernando Silva



segunda-feira, 26 de setembro de 2016




A chama da nossa vida…


Deitei as mágoas ao mar!
Nas ondas deixei saudade
E ao teu lado acordar
Para viver a felicidade

Deixei pegadas na areia
E bebi da tua boca!
Em noite de lua-cheia
“Amor” é…palavra louca.

O teu corpo é um rio…
Onde meu corpo navega
Teu coração um navio
Que tanto amor carrega

Contei estrelas no céu
Ondas que vestem de mar…
Meu amor… um beijo teu!
A sede pode acabar.

Não me leves as visões!
Leva-me antes a tristeza
Um navio de paixões
É como candeia acesa

A chama da nossa vida
É a luz da tua alma
A mágoa no mar perdida
Meu amor a dor acalma…



Fernando Silva 




quinta-feira, 22 de setembro de 2016



São poemas…


Os teus abraços são poemas… meu amor!
Os teus gestos são poemas podes querer
E as lágrimas caídas dessa dor
São poemas nesse corpo de mulher

Os teus lábios são poemas…divinais!
Os teus passos são poemas sabes bem
Os teus beijos são poemas, madrigais
São poemas que o teu corpo contém

Escritos nos mais secretos lugares
Sentidos em cada letra redigida
Teus poemas são ilustres pomares

Os poemas são fruto dessa afeição
Que representam a nossa vida
Juntos, na mais desejada sedução…

F.S.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016



No silêncio do teu olhar…meigo e doce! O que dizem os teus olhos? Esses poetas, altares brilhantes de sublimidade e colossal formosura. Não sei se olham o mar! Se contemplam a essência das coisas…e na transparência que se deseja, neste amor que flameja e se retém no silêncio de um beijo trocado à beira-mar. Olhando nos teus olhos fico rendido ao encanto desse olhar! Depois…bem depois o amor faz o resto. E em silêncio ouço o mar que canta deliciosamente para nós. Nos teus olhos permanece a paisagem que nos encanta e ouço o respirar do teu sorriso. É no silêncio que te pergunto:-O que diz esse olhar?
-Este olhar diz o que tu lhe quiseres chamar!
-Doce sedução? Arrebatador? Ou simplesmente belo!
-Olha o mar e diz-me o que dizem os teus olhos…
-Tal como a água pura que corre em direcção à areia e a beija deliciosamente, assim é o meu olhar quando encontra o teu.
Do outro lado, olho o céu! Fulgente, arrepiante brilho que nos apaixona.
-Como vês, o nosso olhar contempla a formosura dos céus… onde irradia a harmonia de cores que definem a força do nosso amar.
Depois pergunto:-O que dizem os teus olhos?
-Que te amo em qualquer pedaço onde estejas.
(…)

Fernando Silva

terça-feira, 13 de setembro de 2016



Uma calçada despida…do brilho do teu olhar! Há tanta pedra sem vida, por não te “verem” passar! O que fazes tu agora? Que não passas nesta rua, a minha calçada chora e tem dias de amargura! Passa ao menos uma vez ou até de vez em quando…e na minha “pequenez” os meus olhos vão chorando! Nem a lua me conforta, nem o luar hoje me abraça, passa amor à minha porta! Quero ver quem ali passa. Há espelhos em minha alma, reflectidos na calçada, meu amor a tarde é calma, pondera não custa nada. Traz sorriso encantador e bate à minha porta, preciso do teu amor! Cedo ou tarde pouco importa! Vou andar pela calçada, no brilho do teu olhar… meu amor não custa nada, só é preciso sonhar.
(…)

Fernando Silva