quinta-feira, 22 de setembro de 2016



São poemas…


Os teus abraços são poemas… meu amor!
Os teus gestos são poemas podes querer
E as lágrimas caídas dessa dor
São poemas nesse corpo de mulher

Os teus lábios são poemas…divinais!
Os teus passos são poemas sabes bem
Os teus beijos são poemas, madrigais
São poemas que o teu corpo contém

Escritos nos mais secretos lugares
Sentidos em cada letra redigida
Teus poemas são ilustres pomares

Os poemas são fruto dessa afeição
Que representam a nossa vida
Juntos, na mais desejada sedução…

F.S.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016



No silêncio do teu olhar…meigo e doce! O que dizem os teus olhos? Esses poetas, altares brilhantes de sublimidade e colossal formosura. Não sei se olham o mar! Se contemplam a essência das coisas…e na transparência que se deseja, neste amor que flameja e se retém no silêncio de um beijo trocado à beira-mar. Olhando nos teus olhos fico rendido ao encanto desse olhar! Depois…bem depois o amor faz o resto. E em silêncio ouço o mar que canta deliciosamente para nós. Nos teus olhos permanece a paisagem que nos encanta e ouço o respirar do teu sorriso. É no silêncio que te pergunto:-O que diz esse olhar?
-Este olhar diz o que tu lhe quiseres chamar!
-Doce sedução? Arrebatador? Ou simplesmente belo!
-Olha o mar e diz-me o que dizem os teus olhos…
-Tal como a água pura que corre em direcção à areia e a beija deliciosamente, assim é o meu olhar quando encontra o teu.
Do outro lado, olho o céu! Fulgente, arrepiante brilho que nos apaixona.
-Como vês, o nosso olhar contempla a formosura dos céus… onde irradia a harmonia de cores que definem a força do nosso amar.
Depois pergunto:-O que dizem os teus olhos?
-Que te amo em qualquer pedaço onde estejas.
(…)

Fernando Silva

terça-feira, 13 de setembro de 2016



Uma calçada despida…do brilho do teu olhar! Há tanta pedra sem vida, por não te “verem” passar! O que fazes tu agora? Que não passas nesta rua, a minha calçada chora e tem dias de amargura! Passa ao menos uma vez ou até de vez em quando…e na minha “pequenez” os meus olhos vão chorando! Nem a lua me conforta, nem o luar hoje me abraça, passa amor à minha porta! Quero ver quem ali passa. Há espelhos em minha alma, reflectidos na calçada, meu amor a tarde é calma, pondera não custa nada. Traz sorriso encantador e bate à minha porta, preciso do teu amor! Cedo ou tarde pouco importa! Vou andar pela calçada, no brilho do teu olhar… meu amor não custa nada, só é preciso sonhar.
(…)

Fernando Silva



sexta-feira, 2 de setembro de 2016



“Lágrimas”…

Em pleno beiral do teu “telhado”
Uma gota d’água está dormindo
Sonha o seu… sonho encantado!
E outros sonhos se vão seguindo

É noite a rua está iluminada
Com luzes das estrelas no céu brilhando
Uma gota d’água encantada
Na chuva de Maio… em ti chorando!

Ouço o silêncio dessa gota
Que dorme docemente o seu sono
E a paixão que dela brota
É pura… sublime do seu sonho!

Observo na rua uma criança
Traz lágrimas de saudade e ternura
Porque não lhe saem da lembrança
Os tristes momentos de amargura

Juntam-se as gotas no regaço
Dessa criança adorada
Que mistura a dor e o cansaço
Numa gota tão chorada…

Fernando Silva


                                                      Foto retirada do Google


domingo, 28 de agosto de 2016

Uma "carronda" que roda vertiginosamente pelos caminhos, outrora passagens obrigatórias de tantos de nós...Um papagaio que voa, de cores leves e se mantém nos céus da terra, voando até às "estrelas" que cobrem o céu, iluminando este espaço de vida. Uma fisga no bolso das calças rotas. Rotas pelas quedas em pleno "carreiro" onde desde a ladeira no "carrinho de rolamentos"...De sapatilhas rotas, sem cor, que o pó da terra cobriu deliciosamente. Lá no alto...as "estrelas" de várias cores, brilham no "sol de Vila Flor". São altos e baixos, acrobacias e periciais feitas por verdadeiros "pilotos" que impregam habilidades genuínas a um espetáculo de vida e cor, que só o sonho de criança consegue conceber. Enquanto no alto, a Senhora da Lapa, estende o seu manto com que protege a minha terra...Numa rua qualquer e de olhos erguidos às Capelinhas da Serra, as "estrelas" são o arco-íris da vida de uma criança feliz.
(...)


Fernando Silva



quinta-feira, 25 de agosto de 2016




Por esse rio acima…corre um leito perfeito que suporta a dor!
Por esse rio acima, venerado pelo teu leito, onde me delicio e deleito…suavemente delicioso.
Neste “Paraíso Maravilhoso”. Espreito as águas, afago as mágoas e subo ao cume das montanhas, de belezas tamanhas, de olhar meigo e ternurento sigo as estrelas que se escondem e de brilho nos olhos ali me penitencio deslumbrado com a riqueza em céu aberto. E o rio? O rio… ali tão perto. Margens sucadas de dor…e no deixar do suor, crescem cachos de uvas fartas que darão vida ao “Nectar dos Deuses”.
“Por este rio acima”, onde a beleza é infinda há valimentos recíprocos que dão cor à vida. Espelhos de água onde te revês e de quando em vez as aves te acompanham, num vai e vêm constante.
“Por este rio acima”, há uma solidão profunda que nos leva aos encantos por desvendar…Numa procura constante por entre escarpas, onde os passarinhos fazem seus ninhos e o nosso olhar se fixa na perfeição com que preservam e defendem as suas crias. Assim é este tesouro banhado pelo Douro de encantar.  

(…)

Fernando Silva

terça-feira, 9 de agosto de 2016


Este pedaço de Terra, cheira a pinheiros da serra, cheira a saudade sentida…uma bênção do Divino, está no nosso caminho, faz parte da nossa vida. É sublime esta ladeira, não me move a canseira, quero subir a teus pés…da Senhora da Lapa rezar, das escadas do seu altar, vou dizer o que tu és. És Flor ali concebida, a chegada e a partida, de filhos no seu regresso, com ruas de cheiro intenso… Vila Flor amor imenso a teus pés eu me confesso!  Encanto dos meus encantos…cada rua uma oração, na saudade dos meus prantos cobrem-se com teus mantos teus filhos de coração! Emergem em ti os desejos, trazidos de tantos lados…cobrem-te de abraços e beijos, não findam nossos bocejos nas gerações do passado.   Neste jardim encantado, existem flores aos molhos, de requinte aveludado o teu presente-passado a menina dos meus olhos.  Dorme à noite comovida, ao luar que nos abraça, faz parte da nossa vida…esta terra tão querida, um grande amor nos enlaça. Nada deixado ao desdém, a flor-de-lis desenhada, és a mãe de tanta mãe, por esses mundos além… és minha moura encantada! Nos teus encantos sem par, cada lenda é uma lição, por vezes digo a rezar, as tuas rosas de toucar... moram no teu coração.

Fernando Silva