Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

"Minha Terra, Meu Encanto"




Flores bucólicos

Nestes campos floridos de sinais tão honrados
Desabrocham símbolos de elevada nostalgia
 Regados pelo choro da distância de olhos molhados
Que trazem na retina desventura agonia

 Sargaços que proporcionam à vida outra cor
Nos valados, nas encostas e nestes montes
Embelezam e adornam a natureza desta “Flor”
E deambulam nos caminhos como fontes

Emergem nos regaços de brancura saudade
De campos de giestas, estevas e de urzes
 Que crescem nestes chãos em liberdade

Que intensificam o aroma e o sabor
Iluminados pela claridade de divinas luzes 
Neste encanto idolatrado Vila Flor
 
Autor: Fernando Silva

Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Na Escola para aprender

O Menino e a Escola

Coloca a sacola na mão
Apreça-se para ir à escola
Desce pelo corrimão
Mas não se desfaz da bola

Desce de forma pensada
No corrimão em caracol
Brilha nas pedras da calçada
Como se fosse raio de Sol

Dá dois pontapés na bola
Segue em passo acelerado  
Recebe aqui e ali uma graçola
Este jovem bem-humorado

Pode até ser do calçado
Que descalça a toda a hora
Anda sempre apressado
Com vontade de ir embora


Para as letras é inteligente
Na tabuada, no ditado,
Estes dez reis de gente
Vive sempre avançado

Dos docentes aufere confiança
Tem astúcia é educado
Não deixa de ser a criança
Que anda sempre acelerado

Autor: Fernando Silva

Domingo, 20 de Maio de 2012

Fado


Hoje, o Fado é peça importante no meu dia-a-dia, os ensaios, as atuações, os amigos, o grupo e principalmente aqueles que precisam de nós, merecem o melhor, na procura de alcançar verbas para fazer melhoramentos de várias índoles, que de outra forma não se conseguem, por razões conhecidas. Porém, atuar aqui ou ali tem merecido por parte de quem nos ouve múltiplos elogios. Contudo, as coisas vão acontecendo, e, ambicionar poder fazê-lo nos estúdios de uma rádio é importantíssimo, que mais não seja por ser uma experiência diferente. É com enorme satisfação que no dia 27 de Junho de 2012, pelas 22H00 estarei com vários amigos na Rádio Amália, no programa Fado Vadio, para cantar Fado.  Desde já quero agradecer a quem fez a inscrição.  

Mais do Meu Fado

Luz... Vida.

Usurpo a Luz mais perdida
Nesse velho casario
Deixada na noite escura
Mas este sinal de vida
Provoca até arrepio
Com a sua formosura

Ilumina a minha vida
Traz cor à minha alma
Que precisa de acalanto
Que essa luz esquecida
A mágica noite acalma
E alivia o meu pranto

Cintila no meu caminho
Chora a minha ausência
Vive triste o dia-a-dia
Esta Luz é meu carinho
Eu lembro essa carência
Nos momentos de agonia

Autor: J.Henrique

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Amar ao luar

A Lua na minha rua

 Encantos vindos da Lua
Abrem na calçada em Flor
Nas pedras da minha rua
Onde passa o meu amor

Chora lágrimas de agonia
No mais meloso penar
À Lua que me alumia
Suplica para eu voltar

Anda o Luar a meu lado
Trazido pela Lua cheia
Nesse lugar afamado
Tanto amor se semeia

Colhido à luz da Lua
Regado pelo Luar
Nesta rua minha e tua
No mais sublime amar

Lua cheia é meu alento
Traz paz à minha vida
Termina com o sofrimento
Da minha amada tão querida

Autor: J. Henrique
”O Ícaro da Lapa”


Domingo, 13 de Maio de 2012

Mais do meu Fado

Aroma do meu Fado

Aromas sem fim
neste meu jardim
pela vida fora
desejo fazer valer
e voltar a ter
nova vida agora

Meu Fado é canto
neste meu pranto
minha ansiedade
a minha alegria
nesta nostalgia
meu Fado é saudade

Fado, que te levantas das cinzas
onde arde a tradição
Fado, agora precisas
desses fadistas de eleição

Traz a guitarra
entra na farra
acompanha a vida
o Fado é de Portugal
Património Mundial
homenagem merecida.

Autor: Fernando Silva  

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Almas Gémeas
No murmúrio do pensamento navego no tempo,
 pelas águas cândidas e cristalinas do teu ser,
por onde passam neste mar de paixões
que nos liga da Terra ao firmamento.
Apelo à vida, no tempo, no sentimento sentido de quem ama é amado, no mais belo quadro, guardado no mais meloso dulcificar
e desaguam no mais sentido acordar.
Na névoa do teu olhar fixa-se a mais sentida lembrança,
apeio-me nos tempos de criança,
assisto ao crescimento de um bem-querer,
do qual apenas as almas gémeas alcançam, pelo sinais brilhantes, transparentes.
Crescemos juntos longe um do outro, porém, a distância para quem ama não existe.
Este amor não tem pontes, serras nem montes, é a fonte onde ambos bebemos e saciamos a sede de amar, sabendo e sentindo esses momentos sábios, absorvo o puro mel dos teus lábios.
A noite adeja como gaivota que arrota neste mar sem medos, onde segredamos os nossos segredos e ali ficamos, a contemplar a Lua…

O Autor
Fernando Silva